Raios de uma viagem cósmica
Hipnotizados pela magia da natureza,
bebíamos chá com os elfos na montanha,
fitávamos um ao outro, conversávamos pelo silêncio,
escalamos até a lua nas cordas do violão,
vislumbramos o mago da meditação, plenitude, exatidão,
sentidos loucos em contradição,
sumimos com o vento, viramos magia,
um cenário de sabedoria,
visão de mundo, cosmogonia! (Letícia Cadore)
bebíamos chá com os elfos na montanha,
fitávamos um ao outro, conversávamos pelo silêncio,
escalamos até a lua nas cordas do violão,
vislumbramos o mago da meditação, plenitude, exatidão,
sentidos loucos em contradição,
sumimos com o vento, viramos magia,
um cenário de sabedoria,
visão de mundo, cosmogonia! (Letícia Cadore)



E então cosmogonia virou a ar da solidão, solidão alegre contente, que esbanjava um ar sorridente, um brilho ardente, brotava do coração. E a canção se fez, o vento a soprar e os pássaros a cantar enquanto que eu... só havia era de observar. Sem saber o que estava pra acontecer, por um segundo preocupei-me com o que devia fazer, e então percebendo que um medo estava a surgir, medo do futuro, e do que mais tarde poderia vir, mas eu estava a sentir fluir, me dei por conta que isto não poderia acontecer, apego na sensação não é nada mais que ilusão, reparei então que estava a observar, tudo isso passar. Medo? Já não tenho, só contemplo. Desta linda e gloriosa percepção, brilharam as luzes do coração, transbordando em uma transmutação de medo pra solidão. Gratidão, gratidão e gratidão... era o que eu sentia em um momento de observação, mas então de repente... espera aí! Eu? Mas eu quem? Quem sou eu? Quem é o eu que sente? E em um momento de investigação, silêncio e contemplação, dissolveu-se o eu em um espaço no coração, espaço imutável, consciência! Tenhamos decência! Não há um eu que possa sentir, não há um eu que espera algo que esta por vir! Alegria, eternidade presente! No sopro do vento contente e do ar sorridente em um brilho ardente expressou-se um corpo em um mundo de sonho, sonho feito de amor, fervor, aquecedor, climatizador refrescando a vida de um ponto de vista observador. Consciência de onde tudo vem, palco de eventos de uma vida zen, personalidade já não sou, corpo e mente se esvaziou e então a luz brilhou! Cosmogonia!
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