DeVir.
É quando me
deparo sem amparo,
que reparo, tudo
aquilo que me afeta,
contesta,
manifesta, por vezes cessa,
me deixando
aflita á beça.
Quem sabe a vida
seja uma peça,
uma encena-ação
da vida interna,
ora é um caos e
ora é terna,
porém nunca hiberna.
Há uma
resistência imensa
em sujeitos que
usam vendas,
recusam-se a
enxergar a teia social que os aliena,
violência
estrutural que condena.
O sentido de ser
consciência
é oposto de
demência, permanência,
aquela que
domina a essência
e tira o foco da
resiliência.
A vida não é
estática,
é escada que não
tem fim, bora subir?
Ás vezes gosto
de não saber
o que está por
vir, pois entendo que minha vida é um devir.
Mas em outras
circunstâncias,
prefiro ficar
aqui,
SENTIR,
sem sair do mundo
que habita em mim.
Mas sendo
extensão,
gosto da
evolução,
vejo cor na
ação,
vislumbro a vida como dimensão.
(Luna Letícia)


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