escreVER!
Insônia, cheguei a conclusão
de que não há remédio para você,
única prescrição resolutiva:
escreVER.
Colocar no papel,
o pulsar do coração,
nas noites de junho então,
introspecção vira pano de fundo
de qualquer situação.
Sem exatidão e/ou proporção,
os pensamentos me acionam,
como fonte de propagação,
ecoam dentro de mim,
como fonte de sustento,
papel e caneta,
descrevem meus relevos,
acertos e medos,
transformam minhas ideias
em um mapeamento,
onde as linhas seguem o fluxo,
por vezes se encontram
atrás de outros pontos,
e quando ocorrem os desencontros,
outras linhas se formam,
me informam que não há nada
que me torne estática,
eu preciso ir,
percorrer,
ver,
sem saber,
o que está pra acontecer ou desaparecer,
a vida é uma cartografia do saber ou do não compreender,
ambos são meras informações,
cujas ações não cabem em definições,
distinções são o âmago
das revoluções.
(Luna Letícia)
de que não há remédio para você,
única prescrição resolutiva:
escreVER.
Colocar no papel,
o pulsar do coração,
nas noites de junho então,
introspecção vira pano de fundo
de qualquer situação.
Sem exatidão e/ou proporção,
os pensamentos me acionam,
como fonte de propagação,
ecoam dentro de mim,
como fonte de sustento,
papel e caneta,
descrevem meus relevos,
acertos e medos,
transformam minhas ideias
em um mapeamento,
onde as linhas seguem o fluxo,
por vezes se encontram
atrás de outros pontos,
e quando ocorrem os desencontros,
outras linhas se formam,
me informam que não há nada
que me torne estática,
eu preciso ir,
percorrer,
ver,
sem saber,
o que está pra acontecer ou desaparecer,
a vida é uma cartografia do saber ou do não compreender,
ambos são meras informações,
cujas ações não cabem em definições,
distinções são o âmago
das revoluções.
(Luna Letícia)



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